Pallade Veneta - Ucraniano do skeleton recorre contra desclassificação olímpica no TAS

Ucraniano do skeleton recorre contra desclassificação olímpica no TAS


Ucraniano do skeleton recorre contra desclassificação olímpica no TAS
Ucraniano do skeleton recorre contra desclassificação olímpica no TAS / foto: FRANCK FIFE - AFP

O atleta ucraniano do skeleton Vladislav Heraskevich, desclassificado dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina nesta quinta-feira (12) por querer usar um capacete com fotos de atletas compatriotas que morreram no conflito com a Rússia, entrou com um recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

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"O recurso é contra a decisão dos juízes da IBSF [Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton] em relação à intenção de Heraskevich de usar um capacete na competição com retratos de atletas ucranianos que perderam a vida na guerra, o que foi considerado incompatível com a Carta Olímpica", informou o TAS em um comunicado.

Heraskevich apresentou seu recurso na câmara ad hoc que o TAS forma em cada edição dos Jogos para decidir rapidamente sobre os litígios olímpicos.

O caso será examinado na sexta-feira (13) e a decisão, "a princípio", deverá ser tomada no mesmo dia, informou o tribunal esportivo à AFP.

Vladislav Heraskevych, porta-bandeira da Ucrânia na cerimônia de abertura dos Jogos de Milão-Cortina, tinha chances reais de medalha depois de terminar em quarto lugar no Campeonato Mundial de skeleton do ano passado.

Em seu recurso, o atleta de 27 anos afirma que a exclusão é "desproporcional, não se baseia em uma violação técnica ou de segurança e causa danos esportivos irreparáveis" a ele, segundo o tribunal.

"Provisoriamente", Heraskevych deseja ser "reintegrado" à competição "com efeito imediato" para poder realizar "uma descida oficial supervisionada pelo TAS enquanto aguarda a decisão final".

Na terça-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia tentado, sem sucesso, convencer Heraskevych a aceitar utilizar uma braçadeira preta ao invés do capacete com as imagens, em virtude das regras do organismo sobre a neutralidade política.

M.Romero--PV