Pallade Veneta - Comissão parlamentar analisará casos excluídos da anistia na Venezuela

Comissão parlamentar analisará casos excluídos da anistia na Venezuela


Comissão parlamentar analisará casos excluídos da anistia na Venezuela
Comissão parlamentar analisará casos excluídos da anistia na Venezuela / foto: Pedro MATTEY - AFP

O Parlamento da Venezuela anunciou a criação de uma comissão especial que analisará casos de presos políticos, inclusive os que não estão amparados na lei de anistia recém-promulgada, que deve libertar centenas de pessoas encarceradas.

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Ela é composta por 23 deputados, 13 do governo.

A lei foi aprovada na quinta-feira (19) por unanimidade na Assembleia Nacional. Trata-se de um projeto impulsionado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a operação militar americana que levou à captura de Nicolás Maduro no início de janeiro.

O instrumento abrange, em teoria, os 27 anos do chavismo, embora o texto enumere 13 momentos específicos, desde o golpe de Estado contra Hugo Chávez em 2002 até os protestos contra a reeleição de Nicolás Maduro em 2024.

A ONG Foro Penal denunciou que o período abrangido pela lei equivale, na realidade, a 20 meses.

A comissão especial assumirá pedidos de anistia fora do que está estipulado na norma e fará recomendações ou sugerirá aos tribunais que ordenem libertações.

Ela se declarou, desde esta sexta-feira (20), em sessão permanente e iniciará reuniões imediatas com o Ministério Público, o Tribunal Supremo de Justiça e a Defensoria Pública para evitar atrasos desnecessários.

Também zelará para que seja cumprido o prazo de 15 dias para responder aos pedidos de anistia.

"Vamos ser vigilantes para que se cumpra estritamente o prazo para alcançar os benefícios que esta lei concede", disse seu presidente, o deputado Jorge Arreaza, que reivindicou o "novo momento político" defendido por Rodríguez.

"Não somos uma instância paralela à Justiça, mas um órgão de controle político para que os processos ocorram com celeridade", afirmou.

"Temos uma boa base de dados desses casos que recebemos durante estas duas semanas", acrescentou a deputada da oposição Nora Bracho. "Fizemos muitos encontros com os familiares, com as pessoas afetadas e todos eles nos entregaram seus casos, seus documentos."

O Foro Penal anunciou que apresentará um primeiro pedido à comissão para solicitar a revisão de cerca de 230 casos que incluem pessoas com dois ou três anos de prisão preventiva, muito mais do que o estipulado no Código Penal; com mais de 70 anos de idade; e com problemas de saúde.

Arreaza indicou que a comissão orientará familiares e advogados sobre os passos a seguir e enfatizou que o pedido deve ser feito perante o tribunal que conduz o caso.

A lei exclui casos relacionados a militares. Arreaza disse que "a Justiça militar também vai analisar seus casos e concederá benefícios quando couber".

A.Tucciarone--PV

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