Pallade Veneta - EUA faz forte revisão para baixo do PIB nos últimos meses de 2025

EUA faz forte revisão para baixo do PIB nos últimos meses de 2025


EUA faz forte revisão para baixo do PIB nos últimos meses de 2025
EUA faz forte revisão para baixo do PIB nos últimos meses de 2025 / foto: Andrew Caballero-Reynolds - AFP/Arquivos

O PIB dos Estados Unidos no último trimestre do ano passado foi revisado significativamente para baixo nesta sexta-feira (13), devido a um resfriamento dos gastos dos consumidores, do governo e dos investimentos, segundo dados oficiais.

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A economia cresceu a uma taxa de 0,7% ao ano no quarto trimestre de 2025, informou o Departamento do Comércio, muito abaixo do 1,4% estimado inicialmente.

Esta revisão reflete "correções para baixo das exportações, do consumo das famílias, do gasto público e do investimento", informou o governo.

As importações diminuíram menos que o estimado inicialmente, acrescentou.

Em todo o ano de 2025, o crescimento do PIB foi de 2,1%, um pouco abaixo dos 2,2% estimados previamente.

No terceiro trimestre do ano passado, o PIB dos Estados Unidos avançou 4,4%, destacou o Departamento do Comércio.

Os dados abrangem o primeiro ano completo do segundo mandato de Donald Trump na Casa Branca e chegam em um momento de preocupação com um resfriamento do mercado de trabalho e uma inflação persistente.

Quando as primeiras estimativas foram divulgadas, em janeiro, o líder republicano jogou a culpa na oposição democrata no Congresso pelo prolongado fechamento do governo, ocorrido no final do ano passado, o mais longo da história do país.

Os dados mais recentes sugerem que a maior economia do mundo está em um ponto mais frágil que o antecipado em meio à guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, e desde então arrastou a região rica em petróleo para o conflito.

Os ataques tiveram impacto nos mercados de energia e fizeram subir os preços dos combustíveis, gerando preocupações inflacionárias.

Um relatório aparte, publicado nesta sexta, mostrou que o indicador da inflação preferido pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) ficou levemente abaixo do esperado em janeiro.

No entanto, o nível de 2,8% segue acima da meta de mais longo prazo do banco central, situada em 2%.

- Novas pressões nos preços -

"O decepcionante encerramento do ano refletiu, em grande medida, um lastro autoinfligido pelo fechamento do governo mais longo da história dos Estados Unidos, mas a demanda do setor privado também se moderou levemente", disse Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon.

"Os preços da gasolina tiveram o impacto mais imediato percebido pelos consumidores", assinalou a pesquisadora Joanne Hsu.

Embora Trump tenha insistido na redução das taxas de juros para aquecer a economia, o trabalho do Fed tem sido complicado pela inflação persistente e, agora, por novas pressões à medida que os custos da energia sobem.

Apesar de que a economia antes da guerra estava em boa forma, "se os preços da energia se mantêm perto dos níveis atuais, vão compensar com folga o impulso derivado do estímulo fiscal que tínhamos previsto", advertiu Michael Pearce, da Oxford Economics.

Isso poderia levar a uma revisão para baixo das previsões de gastos dos consumidores - motor crucial do crescimento - no primeiro semestre de 2026, destacou.

D.Bruno--PV

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