Pallade Veneta - Organizações humanitárias condenam ameaças de guerrilheiros a delegações na Colômbia

Organizações humanitárias condenam ameaças de guerrilheiros a delegações na Colômbia


Organizações humanitárias condenam ameaças de guerrilheiros a delegações na Colômbia
Organizações humanitárias condenam ameaças de guerrilheiros a delegações na Colômbia / foto: Joaquín Sarmiento - AFP/Arquivos

Organizações de defesa dos direitos humanos condenaram nesta quinta-feira, na Colômbia, as ameaças de guerrilheiros dissidentes das extintas Farc contra as comissões humanitárias da ONU, da OEA e da estatal Defensoria do Povo.

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A organização liderada por Iván Mordisco, rebelde mais procurado na Colômbia, proibiu a entrada de membros dessas entidades em territórios sob seu domínio, devido a supostas "violações de confiança e neutralidade", segundo um comunicado.

A restrição "agrava" as condições de vida e "a situação de vulnerabilidade" da população civil em zonas afastadas, disse a defensora Iris Marín, que preside o órgão estatal responsável pela proteção dos direitos humanos. "Essa decisão viola o direito internacional humanitário."

A OEA negou as "acusações de falta de imparcialidade" envolvendo sua Missão de Apoio ao Processo de Paz e as insinuações de "um suposto vazamento de informações para favorecer ações militares".

O trabalho dessas missões "é fundamental para as comunidades", publicou no X a diretora da Human Rights Watch para as Américas, Juanita Goebertus, que chamou o governo colombiano a "garantir condições de segurança".

"Não há um milímetro do território colombiano que possa ser vedado por atores armados", declarou o vice-ministro do Interior, Gabriel Rondón.

Mordisco se afastou do acordo de paz com as extintas Farc em 2016. O governo do esquerdista Gustavo Petro negociou com suas fileiras por um ano, mas o guerrilheiro abandonou a mesa em 2024. Desde então, a violência contra a população civil aumentou, segundo observadores.

C.Conti--PV

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