Pallade Veneta - Mundo deu a Israel 'licença para torturar' palestinos, diz especialista da ONU

Mundo deu a Israel 'licença para torturar' palestinos, diz especialista da ONU


Mundo deu a Israel 'licença para torturar' palestinos, diz especialista da ONU
Mundo deu a Israel 'licença para torturar' palestinos, diz especialista da ONU / foto: Fabrice COFFRINI - AFP

O mundo deu a Israel "uma licença para torturar palestinos", denunciou, nesta segunda-feira (23), a especialista da ONU Francesca Albanese, acrescentando que a vida nos territórios ocupados é "uma continuidade de sofrimento físico e mental".

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Albanese, relatora especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, disse que "a tortura se transformou de fato em política de Estado" em Israel.

"Foi dada a Israel, na prática, uma licença para torturar palestinos porque a maioria de seus governos, seus ministros, o permitiram", afirmou, ao apresentar seu último relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Albanese tem sido alvo de duras críticas, acusações de antissemitismo e pedidos de destituição de parte de Israel e de alguns de seus aliados, devido às suas constantes denúncias e acusações.

Albanese "não é uma defensora dos direitos humanos; é um agente do caos (...) E qualquer documento que produza não é mais que uma diatribe ativista carregada politicamente", destacou a missão de Israel em Genebra em um comunicado emitido nesta segunda-feira.

A especialista "promove narrativas extremistas perigosas para minar a própria existência do Estado de Israel", acrescentou.

O relatório de Albanese sustenta que Israel tortura sistematicamente os palestinos em uma escala "que sugere vingança coletiva e intenção destrutiva".

"Meu relatório também mostra que a tortura vai muito além dos muros das prisões, no que só pode ser descrito como um ambiente torturador imposto por Israel em todo o território palestino ocupado", declarou ela perante o Conselho de Direitos Humanos.

Albanese explicou que a tortura destrói as condições que fazem com que a vida faça sentido, privando as pessoas de sua dignidade humana.

"Os testemunhos que eu e muitos outros documentamos (...) são provas de crimes abomináveis dirigidos contra a totalidade do povo palestino, na totalidade da terra ocupada, mediante uma conduta criminosa", assinalou.

Ela também advertiu que a resposta internacional será uma prova da responsabilidade jurídica e moral coletiva dos países.

"O desprezo pelo direito internacional não vai parar na Palestina. Já se desenvolve do Líbano ao Irã, nos países do Golfo e na Venezuela. E se não for contido, se estenderá muito além", afirmou.

Embora sejam nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, os relatores especiais são especialistas independentes e não falam em nome das Nações Unidas.

C.Grillo--PV

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