Pallade Veneta - María Corina Machado defende convocar eleições na Venezuela 'o mais rápido possível', disse à AFP

María Corina Machado defende convocar eleições na Venezuela 'o mais rápido possível', disse à AFP


María Corina Machado defende convocar eleições na Venezuela 'o mais rápido possível', disse à AFP
María Corina Machado defende convocar eleições na Venezuela 'o mais rápido possível', disse à AFP / foto: Juan BARRETO - AFP

A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, pediu nesta terça-feira (14) que as eleições sejam realizadas "o mais rápido possível" na Venezuela, em entrevista à AFP em Paris, um dia depois de o ministro do Interior, Diosdado Cabello, ter rejeitado o pedido.

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A oposição exige que a presidente interina, Delcy Rodríguez, convoque eleições presidenciais para preencher a vaga deixada pela captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro. Um protesto organizado por sindicatos está previsto para quinta-feira em apoio à reivindicação.

"A Constituição venezuelana é muito clara e, de fato, estabelece que, em caso de ausência absoluta — e ninguém pode duvidar que há ausência absoluta do senhor Nicolás Maduro — as eleições devem ser convocadas nos próximos 30 dias", disse Machado à AFP, acrescentando que essas eleições devem ser realizadas "o mais rápido possível".

No entanto, ela esclareceu que convocar eleições não significa realizá-las imediatamente.

Primeiramente, defendeu a nomeação de um novo Conselho Nacional Eleitoral, composto por pessoas sem "vínculos políticos", e a atualização do cadastro eleitoral, visto que "40% dos venezuelanos com direito a voto não estão registrados", incluindo aqueles que deixaram o país.

"Tudo isso leva tempo, e estimamos que a sequência de todas essas ações levará cerca de nove meses, a partir do momento em que um novo Conselho Nacional Eleitoral for nomeado", declarou Machado em videoconferência com a AFP em Paris, onde se reuniu no dia anterior com o presidente Emmanuel Macron.

Machado deixou a Venezuela em dezembro para receber o Nobel da Paz em Oslo com a promessa de retornar, e embora tenha assegurado que o fará "em breve", recusou-se a confirmar uma data exata.

Ela especificou que ainda tem "objetivos a alcançar" com os encontros com a diáspora, "potenciais investidores" e líderes políticos.

Delcy Rodríguez governa sob intensa pressão do presidente americano, Donald Trump, que se declarou responsável pela Venezuela e pela venda de seu petróleo. Ela promove uma agenda de reformas legislativas para abrir o país, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, ao investimento estrangeiro.

Na segunda-feira, a presidente interina, que promoveu uma reforma da lei de hidrocarbonetos no final de janeiro, celebrou os avanços no setor petrolífero em relação ao investimento estrangeiro, durante a assinatura de acordos com a gigante americana Chevron para aumentar a produção de petróleo.

"A Venezuela produz atualmente quase um milhão de barris de petróleo por dia, mas poderia produzir 5 ou 6 milhões" diariamente, afirmou Machado, que acredita que, para atingir esse nível de produção, são necessários "um processo eleitoral que produza autoridades legítimas" e "um marco legal confiável" para investimentos.

A.Tucciarone--PV

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