Pallade Veneta - Ataques russos deixam 16 mortos e mais de 100 feridos na Ucrânia

Ataques russos deixam 16 mortos e mais de 100 feridos na Ucrânia


Ataques russos deixam 16 mortos e mais de 100 feridos na Ucrânia
Ataques russos deixam 16 mortos e mais de 100 feridos na Ucrânia / foto: Serhii Okunev - AFP

Ataques russos contra a Ucrânia durante a noite deixaram pelo menos 16 mortos, em particular em Kiev e na cidade portuária de Odessa, informaram as autoridades ucranianas nesta quinta-feira (16), enquanto as negociações para tentar acabar com a guerra de mais de quatro anos permanecem estagnadas.

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Os ataques com mísseis e drones, que estão entre os mais mortíferos das últimas semanas, também deixaram pelo menos 107 feridos em todo o país, informaram as autoridades de várias regiões, incluindo Kiev, Odessa (sul), Dnipropetrovsk (centro) e Kharkiv (leste).

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou "um novo ataque atroz contra civis". Ele escreveu na rede social X que "a guerra de agressão executada pela Rússia contra a Ucrânia fracassou e, por isso, o país escolhe aterrorizar deliberadamente os civis".

Desde o início do conflito, há quatro anos, o Exército russo ataca quase todas as noites o território ucraniano com mísseis e centenas de drones. Recentemente, as forças de Moscou intensificaram os bombardeios aéreos diurnos.

Em 24 horas, a Rússia lançou 659 drones e 44 mísseis, segundo a Força Aérea ucraniana, que afirmou ter interceptado 636 drones e 31 mísseis.

A Rússia não merece "qualquer retirada de sanções", afirmou o presidente ucraniano Volodimir Zelensky. "Moscou aposta na guerra", escreveu no Facebook, enquanto as negociações entre os dois países para encerrar o conflito estão paralisadas desde o início dos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã no fim de fevereiro.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na quarta-feira que o país não prolongará a suspensão das sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar, uma medida adotada para mitigar o impacto do aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio.

Dezenas de milhares de civis morreram na Ucrânia desde a invasão russa de fevereiro de 2022.

Nesta quinta-feira, em Kiev, "quatro pessoas morreram, incluindo uma criança de 12 anos", afirmou o prefeito da capital, Vitali Klitschko. Ele anunciou ainda um balanço de "45 moradores feridos, incluindo vários profissionais da área da saúde.

Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões na cidade durante a noite e observaram grandes colunas de fumaça no centro durante o amanhecer.

"No distrito de Podilski, onde o primeiro andar de um prédio residencial desabou, uma criança foi resgatada dos escombros", informou Klitschko.

No mesmo distrito, um drone colidiu contra um prédio de 18 andares, segundo o prefeito.

- Reforçar as alianças -

A cidade de Odessa, onde pelo menos nove pessoas morreram, foi alvo de "várias ondas de ataques com mísseis e drones durante a noite", informou o comandante da administração militar local, Sergui Lisak.

Três pessoas morreram na região de Dnipropetrovsk em um ataque russo, anunciou o comandante da administração militar regional, Oleksandr Ganzha.

Do lado russo, uma adolescente de 14 anos e uma jovem morreram em um ataque noturno com drones ucranianos contra a cidade portuária de Tuapse, às margens do Mar Negro, anunciou o governador regional Veniamin Kondratiev.

O Ministério da Defesa russo informou que os sistemas de defesa antiaérea interceptaram e destruíram 207 drones ucranianos durante a noite.

As negociações sob mediação dos Estados Unidos não conseguiram aproximar as partes beligerantes de um acordo e o processo está paralisado há várias semanas.

Paralelamente, Zelensky tenta reforçar suas alianças, em especial com os países europeus.

Na quarta-feira, o ucraniano anunciou, ao lado da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o reforço da cooperação entre os dois países na área de defesa, em particular na produção de drones.

Na terça-feira, ele divulgou uma parceria estratégica de defesa e drones com a Alemanha e reforçou a cooperação nas mesmas áreas com a Noruega.

"Precisamos de mísseis de defesa antiaérea, porque os russos continuam seus ataques diários contra nossas cidades", escreveu na quarta-feira no X.

R.Lagomarsino--PV

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