Pallade Veneta - Economia do Irã poderia resistir ao bloqueio dos EUA, segundo analistas

Economia do Irã poderia resistir ao bloqueio dos EUA, segundo analistas


Economia do Irã poderia resistir ao bloqueio dos EUA, segundo analistas
Economia do Irã poderia resistir ao bloqueio dos EUA, segundo analistas / foto: - - NAVCENT PUBLIC AFFAIRS/AFP

O bloqueio naval dos Estados Unidos ao Irã deverá desacelerar a produção de petróleo do país nas próximas semanas, mas é prematuro prever um colapso econômico, segundo diversos analistas.

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Após semanas de bombardeios e ataques de retaliação, as atenções se voltam agora para o Estreito de Ormuz, por onde passa regularmente quase 20% do petróleo e gás do mundo.

Em resposta ao fechamento dessa via marítima por Teerã, Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos em 13 de abril para forçar a República Islâmica a aceitar concessões.

Mas essa aposta pode não dar certo, pelo menos no curto prazo.

"Se o bloqueio durar mais de dois ou três meses, poderá causar mais danos" ao Irã, enfatiza Saeed Laylaz, analista econômico e professor da Universidade Shahid Beheshti, em Teerã. Mas os danos "infligidos aos países do sul do Golfo Pérsico serão, sem dúvida, mais significativos".

O presidente americano, Donald Trump, declarou na terça-feira que o Irã está "em colapso financeiro" devido ao bloqueio e que o país ficou sem "dinheiro".

Seu secretário do Tesouro, Scott Bessent, previu que as instalações de armazenamento na Ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de petróleo do país, "ficarão lotadas e os frágeis poços de petróleo do Irã serão fechados".

O tempo que Teerã tem antes de atingir sua capacidade máxima de armazenamento é medido em "semanas, e não em dias", estima Jamie Ingram, editor-chefe do Middle East Economic Survey (MEES), embora seja provável que o Irã "reduza ligeiramente sua produção antes de chegar a esse ponto".

Arne Lohmann Rasmussen, analista-chefe da Global Risk Management, acredita que o país "atingirá sua capacidade máxima de armazenamento em cerca de um mês, mas poderá ser forçado a reduzir parte de sua produção de petróleo já em duas semanas".

- Queda da produção de petróleo -

Segundo uma análise do especialista em petróleo Homayoun Falakshahi, publicada pela empresa Kpler, a produção iraniana de petróleo já desacelerou desde o início da guerra.

Caiu cerca de 200 mil barris por dia em março, para 3,68 milhões, e a expectativa é de uma queda adicional de 420 mil barris por dia em abril, para 3,43 milhões, refletindo "interrupções nas exportações e limitações de refino ligadas ao conflito em curso", segundo Falakshahi.

A Ilha de Kharg "não deve constituir um gargalo significativo" para o Irã, explica Jamie Ingram, já que se trata de uma instalação de armazenamento voltada para a exportação e o petróleo pode ser enviado para outros locais.

O Irã tornou-se mais dependente das exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz desde os ataques dos EUA e de Israel, que prejudicaram outros setores da economia.

Mas o "país também demonstrou sua capacidade de suportar grandes quedas nas receitas do petróleo durante as rodadas anteriores de sanções", enfatiza Ingram.

burs-csp/saa/pc/hgs/aa/fp

D.Bruno--PV

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