Pallade Veneta - Confrontos e detenções marcam marcha pelo Dia do Trabalho no Chile

Confrontos e detenções marcam marcha pelo Dia do Trabalho no Chile


Confrontos e detenções marcam marcha pelo Dia do Trabalho no Chile
Confrontos e detenções marcam marcha pelo Dia do Trabalho no Chile / foto: RODRIGO ARANGUA - AFP

A polícia do Chile realizou várias detenções em meio a confrontos entre as forças de ordem e manifestantes nesta sexta-feira (1º), durante as marchas pelo Dia Internacional do Trabalho, as primeiras com o presidente de extrema direita José Antonio Kast no poder.

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Os incidentes ocorreram nos arredores da Universidade de Santiago, quando um grupo de encapuzados convocados pela Central Classista dos Trabalhadores atiraram paus e pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos d'água.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior organização sindical do país, realizou uma marcha paralela, na qual não foram registrados incidentes.

A polícia não deu dados sobre a participação, nem sobre o número de detidos.

"Estamos aqui defendendo para não retroceder. (Kast) está governando para os super-ricos e poderosos deste país", disse à AFP Vivían Pino, de 29 anos, líder de um comitê de habitação.

Kast assumiu a Presidência em 11 de março e ordenou reduzir em 3% os gastos de todos os ministérios.

Seu governo propõe, ainda, uma reforma econômica que inclui baixar de 27% para 23% o imposto de renda para as empresas e uma redução transitória do IVA para novas moradias, entre outras medidas.

Segundo Kast, estas reformas romperão o "ciclo de estagnação" econômica, no qual se encontra o Chile, mas a oposição de esquerda sustenta que apenas os "mais ricos" serão beneficiados.

Ao final da marcha, o secretário-geral da CUT, Eric Campos, criticou as reformas do governo Kast.

"O problema do diálogo do Governo é que o faz com base em uma ideologia que fracassou: que, para crescer, é preciso baixar impostos para os mais ricos e reduzir direitos sociais", disse Campos.

F.M.Ferrentino--PV

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