Pallade Veneta - Israel expulsou todos os ativistas estrangeiros da flotilha para Gaza

Israel expulsou todos os ativistas estrangeiros da flotilha para Gaza


Israel expulsou todos os ativistas estrangeiros da flotilha para Gaza
Israel expulsou todos os ativistas estrangeiros da flotilha para Gaza / foto: Jack Guez - AFP

Israel anunciou, nesta quinta-feira (21), a expulsão de todos os ativistas estrangeiros da flotilha de Gaza capturada esta semana pelas forças israelenses em águas internacionais, após a indignação internacional com o tratamento dado a eles durante a detenção.

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Após a divulgação de imagens dos ativistas com as mãos amarradas e as testas pressionadas contra o chão, Espanha, Irlanda e Itália pediram sanções da União Europeia contra o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que publicou os vídeos.

Os cerca de 430 tripulantes a bordo de aproximadamente 50 embarcações foram interceptados na segunda-feira pelo exército israelense no Mediterrâneo, a oeste de Chipre. Eles foram então levados à força para Israel e detidos na prisão de Ktziot, informou a ONG Adalah, que os representou legalmente.

"Todos os ativistas estrangeiros da flotilha da Solidariedade com a Palestina foram deportados de Israel. Israel não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval legal a Gaza", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein.

A ONG havia indicado na noite de quarta-feira que eles deveriam comparecer perante os tribunais com vistas à sua expulsão, mas um porta-voz da organização contatado pela AFP, Moatassem Zeidan, indicou que, em última instância, "eles não serão levados perante os tribunais".

Adalah informou que eles foram levados para o Aeroporto Ramon, perto de Eilat, no sul de Israel, para serem deportados. Os ativistas egípcios e jordanianos foram então levados para seus respectivos países, para Taba e Aqaba, perto da fronteira com Israel.

No entanto, uma ativista alemã-israelense que viajava no mesmo comboio marítimo, que partiu da Turquia depois que Israel interceptou uma flotilha anterior com destino a Gaza na costa da Grécia em abril, terá que comparecer perante um tribunal em Ashkelon.

- "Nos chutaram e socaram" -

Os militantes da "Global Sumud Flotilla" ("sumud" significa resiliência em árabe) queriam chamar a atenção para a situação humanitária na Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra entre o Hamas e Israel, ao romper o bloqueio marítimo que o Estado israelense impõe ao pequeno território costeiro palestino.

Na quarta-feira, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, provocou indignação internacional e até mesmo dentro de seu próprio governo ao publicar um vídeo dos militantes da flotilha ajoelhados com as mãos amarradas.

Uma jovem que gritou "Palestina livre" enquanto o ministro passava acabou com a cabeça pressionada contra o chão por forças de segurança.

Gvir, do partido Poder Judaico, foi criticado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e pelo ministro das Relações Exteriores de Israel.

No entanto, Netanyahu defendeu seu país, afirmando que "tem todo o direito de impedir que flotilhas provocativas de apoiadores terroristas do Hamas" entrem em suas águas territoriais e cheguem a Gaza, referindo-se ao movimento islamista palestino que desencadeou a guerra ao lançar um ataque sem precedentes contra Israel em 7 de outubro de 2023.

As reações internacionais, especialmente dos países cujos cidadãos foram presos, não tardaram a chegar. Países como Espanha, Itália e Irlanda, além da ONU, denunciaram as imagens do vídeo como "inaceitáveis".

Alessandro Mantovani, jornalista italiano detido juntamente com os ativistas da flotilha e deportado antes dos demais, afirmou nesta quinta-feira, ao chegar ao Aeroporto de Roma-Fiumicino, que ele e outros foram "levados algemados e acorrentados ao Aeroporto Ben Gurion e colocados em um voo para Atenas".

"Eles nos bateram. Nos chutaram e nos socaram", disse ele, referindo-se ao tratamento que receberam das forças de segurança.

Dario Carotenuto, deputado italiano também detido e deportado, relatou que apontaram fuzis para eles.

"Acho que aqueles foram os segundos mais longos da minha vida", declarou.

F.M.Ferrentino--PV

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