Pallade Veneta - Mulheres marcham contra violência de gênero na Argentina após assassinato de adolescente

Mulheres marcham contra violência de gênero na Argentina após assassinato de adolescente


Mulheres marcham contra violência de gênero na Argentina após assassinato de adolescente
Mulheres marcham contra violência de gênero na Argentina após assassinato de adolescente / foto: Luis ROBAYO - AFP

Milhares de pessoas, em sua maioria mulheres, saíram em passeata nesta quarta-feira (3) na Argentina para repudiar os feminicídios e exigir políticas públicas contra a violência de gênero.

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A manifestação foi convocada pelo movimento feminista "Ni Una Menos" ("Nem Uma a Menos"), em meio à comoção gerada pelo assassinato de uma adolescente.

A manifestação se estendia por vários quarteirões do centro histórico, onde meninas, adolescentes e mulheres se mobilizaram. Um cartaz dizia: "Estamos a 10 feminicídios da Copa do Mundo", evento que começa no próximo dia 11.

Realizada anualmente desde 2015, a manifestação era replicada em dezenas de cidades argentinas. Neste ano, ela acontece em meio à comoção causada pelo assassinato de Agostina Vega, 14, na cidade de Córdoba. Seu corpo foi encontrado no fim de semana, após ela desaparecer uma semana antes.

"O caso Agostina reflete algo que está acontecendo, mas uma mulher é morta a cada 30 horas. Não é um caso particular. Não há políticas públicas que correspondam à problemática", disse à AFP a estudante Amy Cozzi, 25.

"Classificamos esse feminicídio como negligência organizada por parte do Estado", disse sobre o caso Luci Cavallero, líder do movimento, que criticou "um Judiciário que não implementou as medidas de alerta em tempo hábil".

O movimento Ni Una Menos nasceu em 3 de junho de 2015, com um protesto em massa motivado pelo assassinato de uma gestante de 14 anos em Santa Fé. Essa manifestação marcou um antes e depois na agenda pública vinculada à violência de gênero na Argentina. Ativistas denunciam o desmantelamento dessas políticas desde a posse de Javier Milei como presidente, em 2023.

Entre 2017 e 2025, 2.158 feminicídios foram registrados na Argentina, o equivalente a um a cada 36 horas, segundo o Escritório da Mulher da Suprema Corte de Justiça da Nação.

O.Mucciarone--PV

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