Pallade Veneta - Justiça britânica confirma em recurso proibição do grupo Palestine Action

Justiça britânica confirma em recurso proibição do grupo Palestine Action


Justiça britânica confirma em recurso proibição do grupo Palestine Action
Justiça britânica confirma em recurso proibição do grupo Palestine Action / foto: Carlos Jasso - AFP/Arquivos

O Tribunal de Apelação da Inglaterra e do País de Gales confirmou, nesta segunda-feira (15), a proibição do grupo Palestine Action, classificado como organização terrorista pelo governo britânico em julho de 2025.

Alterar tamanho do texto:

A decisão do Ministério do Interior foi "proporcional" e "não era ilegal", decidiu o tribunal.

"É um erro fundamental ignorar o fato de que o Palestine Action incentiva abertamente uma violência ilegal que se assemelha ao terrorismo", acrescentou a corte de apelação.

Em primeira instância, o Tribunal Superior de Londres havia considerado "desproporcional" a proibição desse grupo pró-palestino, que ganhou notoriedade no Reino Unido durante a guerra em Gaza.

Mas a ministra do Interior, Shabana Mahmood, recorreu imediatamente da decisão, alegando a necessidade de "manter a capacidade de agir para proteger a segurança nacional".

Uma das fundadoras do grupo, Huda Ammori, reagiu rapidamente nesta segunda-feira no X, afirmando que não deixarão de lutar para que a proibição seja revogada "e, acima de tudo, por uma Palestina livre".

Ammori também anunciou a intenção de recorrer ao Supremo Tribunal do Reino Unido e, "se necessário", ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

A decisão era aguardada especialmente pelas centenas de pessoas acusadas por demonstrarem apoio ao Palestine Action durante as numerosas manifestações realizadas em todo o Reino Unido após sua proibição.

O governo trabalhista de Keir Starmer classificou o Palestine Action como "terrorista" - no mesmo nível da Al Qaeda, do Hezbollah e do Exército Republicano Irlandês (IRA) - após atos de vandalismo praticados por seus militantes, especialmente em uma base da Real Força Aérea em junho de 2024 e contra a fabricante de armamentos israelense Elbit Systems em agosto do mesmo ano.

A proibição foi considerada "desproporcional" pela ONU e denunciada por personalidades como o cineasta britânico Ken Loach e a escritora irlandesa Sally Rooney.

Ao todo, mais de 3.300 pessoas foram detidas - entre elas a ativista sueca Greta Thunberg, em dezembro de 2025 - e centenas de outras foram acusadas desde julho de 2024 durante as manifestações de apoio ao grupo, segundo a associação Defend Our Juries, que organiza esses atos.

Quatro ativistas processados pelos danos causados à fábrica da Elbit Systems foram condenados a penas entre cinco e sete anos de prisão.

Desde a proibição, qualquer manifestação de apoio ao Palestine Action pode ser punida com até seis meses de prisão, enquanto a filiação ao grupo ou a organização de atos de apoio pode resultar em penas de até 14 anos.

S.Urciuoli--PV