Pallade Veneta - Crimeia declara 'emergência' em meio a ataques da Ucrânia

Crimeia declara 'emergência' em meio a ataques da Ucrânia


Crimeia declara 'emergência' em meio a ataques da Ucrânia
Crimeia declara 'emergência' em meio a ataques da Ucrânia / foto: Handout - Satellite image ©2026 Vantor/AFP

Autoridades da Crimeia declararam nesta sexta-feira (26) "situação de emergência", para enfrentar as consequências da intensificação da ofensiva ucraniana na península.

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Kiev descreveu seus ataques aéreos como uma resposta aos bombardeios quase diários da Rússia contra civis ucranianos e a infraestrutura energética desde que Moscou lançou sua invasão em larga escala em fevereiro de 2022.

Decidiu-se "declarar situação de emergência em nível regional na República da Crimeia e na cidade de Sebastopol" por meio de decretos, publicou no aplicativo Telegram o governador Serguei Aksionov, imposto por Moscou. A situação de emergência permitirá "garantir um funcionamento estável de todos os setores".

Há várias semanas, o Exército ucraniano mantém um bloqueio energético na Crimeia - controlada pela Rússia desde 2014 -, com ataques à infraestrutura e a veículos que abastecem a península. "Estamos fazendo todo o possível para forçar a Rússia a encerrar a guerra e restabelecer a justiça. E é a Crimeia que está no centro dessa política de garantir justiça", disse em suas redes sociais o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

A Crimeia abriga bases militares russas e foi usada como importante plataforma de lançamento na guerra. "Hoje, a Ucrânia priva a Rússia dessa plataforma de lançamento e encerra suas tentativas de normalizar a guerra", acrescentou Zelensky.

A Rússia derrubou 660 drones ucranianos durante a noite, incluindo alguns sobre Moscou e sobre a Crimeia anexada, um dos números mais altos desde o início do conflito, informou seu Ministério da Defesa.

Em comunicado emitido na véspera, Aksionov ressaltou que a Crimeia enfrenta "desafios" e que "a situação do combustível é a mais difícil". "Não posso dizer exatamente quanto tempo vai demorar nem explicar publicamente o plano de ação específico, mas estamos agindo", afirmou.

Ele também reconheceu que o Exército russo não está conseguindo proteger totalmente a península. "Infelizmente, não há sistemas de defesa antiaérea no mundo que sejam absolutamente perfeitos em termos de segurança e eficácia", disse.

A Rússia tomou o controle da Crimeia em 2014, mas a maioria dos países - incluindo muitos aliados de Moscou - não reconhece essa ação. A Ucrânia insiste em que a Crimeia faz parte do seu território.

Kiev ataca a infraestrutura de energia da Rússia para tentar privar Moscou de uma fonte de receita crucial para financiar o esforço bélico russo.

A.Fallone--PV