Pallade Veneta - Aliados asiáticos pedem 'cooperação' após Trump reduzir exercícios militares com a Coreia do Sul

Aliados asiáticos pedem 'cooperação' após Trump reduzir exercícios militares com a Coreia do Sul


Aliados asiáticos pedem 'cooperação' após Trump reduzir exercícios militares com a Coreia do Sul
Aliados asiáticos pedem 'cooperação' após Trump reduzir exercícios militares com a Coreia do Sul / foto: HILARY WARDAUGH - AFP

O Japão afirmou nesta terça-feira (18) que a cooperação na área de segurança com os Estados Unidos e a Coreia do Sul é "fundamental" para a estabilidade da região, depois que o presidente Donald Trump deixou os aliados em alerta ao reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul e elogiar a Coreia do Norte.

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Trump anunciou de forma repentina no domingo que havia ordenado ao Pentágono a redução das manobras militares "inapropriadas e hostis" com a Coreia do Sul.

Na segunda-feira, ele insistiu que estava tornando a situação "muito mais segura" graças a seus vínculos com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, com quem se reuniu três vezes durante seu primeiro mandato, mas com quem não se encontra desde que retornou à Casa Branca em janeiro de 2025.

Trump elogiou a Coreia do Norte, país que possui armas nucleares, e criticou a Coreia do Sul, um aliado-chave, por não ajudar Washington na guerra contra o Irã, que, segundo o presidente americano, tem como objetivo impedir que Teerã desenvolva uma bomba atômica.

Ao ser questionado se Kim havia respondido às suas mensagens, Trump disse aos jornalistas no Salão Oval: "Sim, ele respondeu".

Ele reforçou os elogios ao dirigente norte-coreano, ao garantir que seus vínculos reduziam as tensões. "Kim Jong Un sempre me tratou com grande respeito", disse Trump. "Eu o entendo. Ele me entende".

- Cooperação "crítica" -

Os exercícios "Ulchi Escudo da Liberdade", com duração de 11 dias e realizados em conjunto com a Coreia do Sul, são concebidos para preparar os países para uma possível guerra com a Coreia do Norte - país que considera as manobras um ensaio geral para uma invasão.

O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, expressou apoio nesta terça-feira à cooperação conjunta de segurança com os Estados Unidos, seu principal aliado na área de defesa, e com a vizinha Coreia do Sul.

"Como o Japão enfrenta o ambiente de segurança mais grave e complicado do pós-guerra, a cooperação entre Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul é fundamental para a paz e a estabilidade da região", disse Koizumi durante uma visita à Austrália.

Seu homólogo australiano, Richard Marles, afirmou que Canberra está "muito preocupada com o programa nuclear da Coreia do Norte, assim como com seu programa de mísseis, e deixamos claro este ponto de maneira constante".

Autoridades sul-coreanas informaram que as manobras começaram de acordo com o previsto e que esperam que a química pessoal entre Trump e Kim os leve de volta às negociações.

A presidência sul-coreana afirmou nesta terça-feira que os exercícios não refletem "nenhuma intenção de atacar a Coreia do Norte, nem de intensificar as tensões na península coreana".

Porém, o Ministério da Unificação, responsável pelas relações com o Norte, afirmou que não poderia confirmar se houve uma comunicação entre Kim e Trump. "Embora existam canais de comunicação entre as partes, não podemos verificar o conteúdo específico das mensagens", afirmou um porta-voz.

Trump voltou a colocar em dúvida na segunda-feira o apoio dos Estados Unidos tanto à Coreia do Sul como aos aliados da Otan, que se recusam a contribuir para a guerra contra o Irã.

"Um momento. Temos 39.000 soldados lá, protegendo-os de Kim Jong Un, o vizinho do lado, e vocês não vão nos ajudar em uma operação militar muito simples no Irã. Isso é estranho", disse o presidente republicano. "Não podemos ficar por aí protegendo todos estes países, especialmente quando eles não estão lá para nos ajudar", acrescentou.

- Alianças instáveis -

O governo dos Estados Unidos mantém 28.500 soldados na Coreia do Sul para reforçar as defesas do país, um legado da Guerra da Coreia de 1950-1953, que terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

Mas as críticas repetidas de Trump às alianças de longa data de Washington deixam em dúvida os compromissos dos Estados Unidos com a segurança no leste asiático. O anúncio da redução das manobras ocorreu no momento em que o único porta-aviões americano que opera na região do Pacífico, o USS George Washington, está sendo deslocado ao Oriente Médio para substituir o USS Lincoln.

O Lincoln é motivo de preocupação devido à saúde mental da tripulação e por problemas de abastecimento após uma missão prolongada.

Os aliados dos Estados Unidos em toda a região estão sob pressão para aumentar seus orçamentos de defesa, incluindo Taiwan, que Pequim considera parte de seu território e já ameaçou usar a força para recuperá-la.

O presidente taiwanês, Lai Ching-te, prometeu na segunda-feira um gasto recorde em defesa para 2027.

burs-oho/pbt/arm/mas/fp

B.Fortunato--PV

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