Pallade Veneta - Conselho de Segurança da ONU condena ataques dos houthis contra Arábia Saudita

Conselho de Segurança da ONU condena ataques dos houthis contra Arábia Saudita


Conselho de Segurança da ONU condena ataques dos houthis contra Arábia Saudita
Conselho de Segurança da ONU condena ataques dos houthis contra Arábia Saudita / foto: Mohammed HUWAIS - AFP/Arquivos

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, nesta sexta-feira (25), a escalada dos ataques contra a Arábia Saudita perpetrados pelo movimento houthi pró-Irã no Iêmen, em uma rara demonstração de unidade por parte do órgão máximo da ONU.

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Os houthis impuseram um bloqueio naval de fato à Arábia Saudita, atacando petroleiros graças ao controle que exercem sobre vastas áreas da costa iemenita do Mar Vermelho, vitais para as exportações sauditas de hidrocarbonetos, o que levou a um aumento acentuado dos preços da energia.

"Os membros do Conselho de Segurança condenaram, nos termos mais veementes, os contínuos ataques dos houthis contra o reino da Arábia Saudita, incluindo aqueles que visam infraestruturas civis e energéticas", afirmou o detentor da presidência rotativa do Conselho, o enviado francês à ONU, Jérôme Bonnafont.

O Conselho de Segurança "ressaltou ainda a importância de agir em conformidade com o direito internacional, em particular a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, e de defender os direitos e liberdades de navegação".

Portanto, o órgão da ONU exige que os houthis cessem "imediatamente a escalada militar e os ataques que afetam a população civil e os bens civis".

Os avanços dos houthis nas últimas semanas consolidaram o controle do Irã e seus aliados sobre as duas vias navegáveis das quais a região do Golfo depende para o transporte de seus hidrocarbonetos para o exterior, incluindo a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo.

Washington e seus aliados, incluindo Riade e o governo do Iêmen apoiado por ambos os países, acusam o Irã de apoiar os houthis.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou essas acusações na quinta-feira: "Os houthis são responsáveis por seus próprios atos".

R.Zarlengo--PV