EUA sanciona banco cubano acusado de vínculos com entidade iraniana
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (15) sanções econômicas contra o Banco Internacional de Comércio de Cuba (Bicsa), por suas relações com o iraniano Karafarin Bank, sancionado desde 2020.
Em 29 de janeiro, o governo de Donald Trump declarou Cuba uma ameaça à segurança nacional. Desde então, Washington vem aumentando sua pressão diplomática e econômica, por meio de sanções e de um bloqueio de petróleo.
Os Estados Unidos acusam o Bicsa de manter vínculos com o banco Karafarin desde 2022, pelo menos. "Por muito tempo, a Cuba comunista pôde operar como um posto avançado para atores maliciosos e grupos terroristas - incluindo a República Islâmica do Irã, o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo - com o objetivo de atacar os Estados Unidos", explicou o comunicado do Departamento de Estado.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, classificou no X como "agressiva" a sanção contra o Bicsa, "um banco absolutamente legítimo e cujas transações em Cuba e no mundo também o são". "É uma demonstração do empenho criminoso em aplicar ao máximo o castigo coletivo contra o povo de Cuba e fechar toda válvula para a economia cubana", acrescentou.
O Departamento do Tesouro informou, por sua vez, que essa sanção se insere em seu programa de isolamento econômico e diplomático de Teerã, após o início da guerra.
Além do banco cubano, também foram sancionados o iraquiano Banco de Desenvolvimento Internacional para Investimento e Finanças, assim como empresas iranianas do setor de petróleo e casas de câmbio.
As sanções implicam o bloqueio de quaisquer bens ou ativos nos Estados Unidos, além de impedir que essas entidades acessem o sistema financeiro americano.
O.Mucciarone--PV