Pallade Veneta - Centros de dados em órbita são uma possibilidade diante da demanda de energia para IA

Centros de dados em órbita são uma possibilidade diante da demanda de energia para IA


Centros de dados em órbita são uma possibilidade diante da demanda de energia para IA
Centros de dados em órbita são uma possibilidade diante da demanda de energia para IA / foto: MARIO TAMA - GETTY IMAGES/AFP/Arquivos

Os gigantes da tecnologia exploram a ideia de construir centros de dados no espaço e usar a energia do Sol para atender a enorme demanda energética da feroz corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

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A decisão de Elon Musk de fundir sua empresa aeroespacial SpaceX com sua empresa de inteligência artificial xAI alimentou o debate: colocar centros de dados em órbita é viável ou trata-se de uma ideia sem sentido?

- Quem participa? -

Musk levantou a possibilidade de instalar centros de dados no espaço, em um momento em que a SpaceX lidera o mercado de foguetes espaciais.

A fabricante de carros elétricos, Tesla, também de Elon Musk, trabalha no desenvolvimento de robôs humanoides, com potencial para criar equipes de manutenção espacial.

No final de 2025, a startup americana Starcloud colocou em órbita um satélite do tamanho de uma geladeira que continha uma unidade de processamento gráfico da Nvidia, que o fabricante de chips de IA classificou como uma "estreia cósmica" para o minicentro de dados.

O gigante tecnológico, Google, por sua vez, apresentou planos para lançar satélites de teste no início de 2027 como parte do seu projeto Suncatcher, destinado a construir centros de dados alimentados por energia solar.

Blue Origin, a empresa de foguetes e satélites fundada pelo criador da Amazon, Jeff Bezos, está promovendo intensamente a TeraWave, uma rede espacial de alta velocidade que pode ser utilizada pelos centros de dados para mover informações a qualquer lugar do planeta.

Mais de dez startups, líderes aeroespaciais e grandes empresas de tecnologia participam do desenvolvimento, dos testes ou do planejamento de centros de dados espaciais.

- Por que no espaço? -

O grande atrativo do espaço é o fornecimento de energia, com a possibilidade de sincronizar os satélites com a órbita do Sol para que a luz incida constantemente sobre os painéis solares.

No espaço, não é necessário comprar terrenos nem cumprir as normas locais ou enfrentar a resistência das comunidades aos projetos.

Outros afirmam que os centros de dados no espaço seriam, em geral, menos prejudiciais para o meio ambiente, à parte a poluição gerada pelos lançamentos de foguetes.

"A ideia é que, em breve, fará muito mais sentido construir centros de dados no espaço do que construí-los na Terra", disse o diretor-executivo da Starcloud, Philip Johnston, em uma conferência tecnológica no ano passado.

Os projetos atuais contemplam agrupar satélites em órbita terrestre baixa, colocados suficientemente próximos entre si para garantir uma conectividade sem fio confiável, além de lasers que conectem os computadores espaciais aos sistemas terrestres.

- Quais são os desafios? -

Um obstáculo para implantar servidores no espaço é o custo de colocá-los em órbita.

O megafoguete reutilizável da SpaceX, chamado Starship, tem um enorme potencial de carga útil, o que promete reduzir drasticamente os gastos de lançamento.

No entanto, há aspectos técnicos críticos a resolver, como os danos que os centros de dados poderiam sofrer com os altos níveis de radiação, as temperaturas extremas ou o perigo de serem atingidos por lixo espacial.

Outra questão é como seriam reparados de forma econômica.

Phillip Metzger, professor do departamento de física da Universidade da Flórida e ex-cientista da Nasa, indicou em uma recente publicação que a manutenção destes servidores poderia ser realizada com robôs e pequenas peças modulares facilmente substituíveis.

J.Lubrano--PV

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