Pallade Veneta - Jesse Jackson, símbolo dos direitos civis que buscava a 'base comum' dos EUA

Jesse Jackson, símbolo dos direitos civis que buscava a 'base comum' dos EUA


Jesse Jackson, símbolo dos direitos civis que buscava a 'base comum' dos EUA
Jesse Jackson, símbolo dos direitos civis que buscava a 'base comum' dos EUA / foto: GIANLUIGI GUERCIA - AFP/Arquivos

Jesse Jackson, que morreu nesta terça-feira (17) aos 84 anos, foi um incansável ativista pelos direitos civis, e suas duas campanhas presidenciais nos anos 1980 abriram caminho para a chegada à Casa Branca, duas décadas depois, do primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Alterar tamanho do texto:

Ao anunciar sua morte, a família de Jackson destacou que "sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas".

"Nosso pai foi um líder servil, não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os que não têm voz e os ignorados de todo o mundo", indicaram seus familiares em um comunicado.

Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, orador talentoso, esse pastor batista nascido em 8 de outubro de 1941, em um Estados Unidos marcado pela segregação racial, fez recuar ao longo de sua vida as barreiras que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos.

Jackson esteve presente em alguns dos maiores episódios da longa luta pela igualdade nos Estados Unidos.

Esteve em Memphis com Martin Luther King em 1968, quando ocorreu o assassinato do gigante da luta pelos direitos civis; foi visto chorando, em silêncio, entre a multidão que celebrava a vitória de Barack Obama em 2008; e também esteve ao lado da família de George Floyd em 2021, após o veredicto histórico que declarou culpado o policial branco Derek Chauvin pela morte do afro-americano.

"Meus eleitores são os desesperados, os condenados, os deserdados, os ignorados, os desprezados", declarou o pastor na convenção democrata de 1984.

Foi nos anos 1960 que se tornou conhecido, inicialmente trabalhando sob a orientação de Luther King para a Conferência Cristã de Liderança do Sul (SCLC, na sigla em inglês), uma organização de luta pelos direitos civis dos afro-americanos baseada no espírito cristão da não violência.

Depois, criou outras duas organizações para promover a igualdade e a justiça social: PUSH (Pessoas Unidas para Salvar a Humanidade), em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-Íris, nos anos 1980, que uniria em 1996.

- "Base comum" -

Foi com suas campanhas presidenciais que Jesse Jackson se tornou conhecido por um público muito mais amplo, colocando as questões afro-americanas no centro do debate democrata.

Em sua primeira tentativa presidencial, em 1984, foi o primeiro candidato afro-americano a chegar tão longe, ficando em terceiro lugar nas primárias democratas.

Quatro anos depois, voltou à convenção democrata, desta vez ficando atrás do futuro candidato Michael Dukakis, que acabou não tendo sucesso.

No palco, o religioso exortou os americanos a se unirem em uma "base comum".

O líder progressista atacou as políticas econômicas liberais do republicano Ronald Reagan e denunciou as desigualdades no sistema de saúde.

Se seu discurso eletrizante o tornou ainda mais famoso, não conseguiu, no entanto, manter sua influência política nos anos seguintes.

Pioneiro em muitos aspectos, sua carreira também foi abalada por polêmicas. Durante sua campanha de 1984, falou em Nova York usando um termo considerado antissemita, pelo qual se desculpou pouco depois.

- Sem "colher de prata" -

Nascido Jesse Louis Burns em Greenville, na Carolina do Sul, de mãe solteira e adolescente e de um ex-boxeador profissional, teve uma infância difícil.

Sua mãe se casou mais tarde com outro homem, Charles Jackson, de quem adotou o sobrenome.

“Não nasci com uma colher de prata na boca. Era uma pá o que estava previsto para minhas mãos", declarou certa vez.

Aluno brilhante no ensino médio, recebeu uma bolsa como jogador de futebol americano para ingressar na universidade.

Em 1960, participou de seu primeiro protesto sentado contra a discriminação e, cinco anos depois, juntou-se à famosa marcha pelos direitos dos negros entre Selma e Montgomery, no Alabama.

Anos mais tarde, tornou-se mediador diplomático, defendendo o fim do apartheid na África do Sul e, nos anos 1990, atuou como enviado especial responsável pela África na administração de Bill Clinton.

Também se destacou nas negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.

Por outro lado, seu encontro em 2005 com o presidente venezuelano Hugo Chávez e, depois, sua presença em seu funeral em 2013 lhe renderam fortes críticas.

Em 2017, Jackson anunciou que sofria da doença de Parkinson, o que levou à redução de seus compromissos públicos.

No entanto, em abril de 2021 acompanhou a família de George Floyd em Minneapolis e declarou após o veredicto: "A luta pela igualdade é um longo combate neste país".

Y.Destro--PV

Apresentou

Apple supera estimativas de receita e lucro no primeiro teste de John Ternus

A Apple apresentou resultados acima do esperado no primeiro trimestre sob a liderança de John Ternus, que substituiu Tim Cook e assumiu a liderança da tecnológica. Isto num momento em que os investidores procuram perceber se a nova geração de produtos será suficiente para compensar a subida dos custos dos chips de memória.

Ciberataque afeta refrigeração de sete supermercados Intermarché

Um ciberataque está a afetar sete supermercados Intermarché em Portugal, com alterações na temperatura de frigoríficos e arcas que levaram à perda de produtos em três destas superfícies, avançaram à Lusa o Grupo Mosqueteiros e a APED. Os sistemas de refrigeração de supermercados na Europa têm vindo a ser alvo de ciberataques.

Melhores TVs com Roku OS para comprar em 2026: análise de modelos e especificações

O Tecnoblog selecionou seis modelos de televisores equipados com o sistema operacional Roku OS para auxiliar na escolha do aparelho ideal em 2026. A lista abrange desde opções básicas Full HD até smart TVs 4K, analisando prós e contras de marcas como AOC, Philco, Britânia, Multi Laser e Semp. O foco está na relação entre custo-benefício, resolução de imagem e recursos de conectividade disponíveis em cada dispositivo.

Apple alerta que preços de iPhones podem subir em 2027 devido à crise de chips

A Apple divulgou nesta quarta-feira que a escalada dos preços dos chips de memória continuará pressionando os custos de produção em 2027. O CEO John Ternus classificou o cenário como inédito e alertou que a empresa terá dificuldades para proteger suas margens de lucro nos próximos trimestres, podendo levar a novos aumentos no preço dos iPhones.

Alterar tamanho do texto: