Pallade Veneta - Parlamento Europeu adota salvaguardas para agricultores em acordo com Mercosul

Parlamento Europeu adota salvaguardas para agricultores em acordo com Mercosul


Parlamento Europeu adota salvaguardas para agricultores em acordo com Mercosul
Parlamento Europeu adota salvaguardas para agricultores em acordo com Mercosul / foto: Frederick FLORIN - AFP/Arquivos

O Parlamento Europeu adotou de forma definitiva, nesta terça-feira (10), as salvaguardas para proteger os agricultores do potencial impacto do acordo comercial com os países do Mercosul.

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A cláusula de salvaguarda foi aprovada em Estrasburgo por 483 votos a favor, 102 contra e 67 abstenções.

Para produtos como carne bovina, aves e açúcar, estas medidas de proteção "respondem às legítimas preocupações dos agricultores europeus", afirmou o eurodeputado conservador espanhol Gabriel Mato.

A Comissão Europeia abrirá uma investigação se o preço de um produto do Mercosul for pelo menos 5% inferior ao preço do mesmo produto na UE e se o volume de importações aumentar mais de 5%. Poderá também aumentar temporariamente as tarifas em casos de prejuízo grave.

Além disso, compromete-se a investigar se um Estado-membro europeu o solicitar e se existir um risco significativo para a sua agricultura.

O Parlamento Europeu congelou a ratificação do acordo com o Mercosul, contestado pelos sindicatos agrícolas, por pelo menos um ano e meio.

Os eurodeputados levaram o caso ao Tribunal de Justiça da União Europeia para verificar a legalidade deste acordo de livre comércio com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

No entanto, a Comissão Europeia tem a opção de aplicar o acordo de forma provisória, embora ainda não tenha tomado uma decisão. Alguns países, como Alemanha e Espanha, defendem essa aplicação, enquanto outros se opõem.

O acordo com o Mercosul permitirá à UE exportar mais automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de facilitar a entrada na Europa de carne bovina, aves, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos.

Para os seus críticos, entre eles a França, este tratado prejudicará a agricultura europeia com produtos importados mais baratos que não cumprem necessariamente as normas da UE, segundo eles devido à falta de controles suficientes.

Os seus defensores, por outro lado, argumentam que o acordo impulsionará e oferecerá novas oportunidades para uma economia europeia que enfrenta a concorrência da China e as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

R.Lagomarsino--PV