Pallade Veneta - Negociações sobre guerra na Ucrânia terminam sem acordo em Genebra

Negociações sobre guerra na Ucrânia terminam sem acordo em Genebra


Negociações sobre guerra na Ucrânia terminam sem acordo em Genebra
Negociações sobre guerra na Ucrânia terminam sem acordo em Genebra / foto: Handout - National Security and Defense Council of Ukraine/AFP

Ucrânia e Rússia fizeram alguns progressos nas negociações em Genebra, sob a mediação dos Estados Unidos, mas continuam em desacordo sobre a questão crucial do território, necessária para pôr fim à guerra, afirmou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, nesta quarta-feira (18).

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As partes trabalham com base no plano dos EUA, divulgado há alguns meses, que prevê, entre outras coisas, concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais para dissuadir a Rússia de outra invasão.

As negociações tropeçam particularmente no futuro do Donbass, a principal região industrial do leste da Ucrânia: Moscou exige que as forças ucranianas se retirem das áreas que ainda controlam na região de Donetsk, e Kiev se recusa.

- "As posições diferem" -

Zelensky duvida que o Kremlin pretenda aceitar um cessar-fogo e negociar, e descartou ceder território à Rússia, que em meados de fevereiro ocupava 19,5% da Ucrânia, incluindo a Crimeia e áreas tomadas por separatistas apoiados por Moscou antes da invasão de 2022.

"Podemos ver que algum trabalho básico foi feito, mas por enquanto as posições divergem porque as negociações não foram fáceis", disse Zelensky a jornalistas, entre eles os da AFP.

Ambos os lados concordaram em "quase todos os pontos" para o estabelecimento e monitoramento de um possível cessar-fogo, acrescentou.

"Essa vigilância será realizada com a participação dos americanos. Considero isso um sinal positivo", disse Zelensky. Mas ele também ressaltou que tal trégua requer "vontade política" compartilhada, que no momento parece distante.

- "Difíceis" -

O chefe da delegação russa, o nacionalista e ex-ministro da Cultura Vladimir Medinsky, descreveu as negociações como "difíceis, mas profissionais".

"As negociações ocorreram ao longo de dois dias, durando bastante tempo ontem em diferentes formatos, e cerca de duas horas hoje", afirmou a jornalistas da mídia estatal russa. Ele acrescentou que haverá mais negociações "em breve".

O negociador-chefe ucraniano, Rustem Umyerov, disse que houve "progressos", mas nenhum "detalhe" pode ser divulgado neste momento.

Os Estados Unidos pressionam pelo fim da guerra que já dura quase quatro anos, mas até agora não conseguiram estabelecer um acordo entre Moscou e Kiev.

Zelensky acusou a Rússia, nesta quarta-feira, de tentar "prolongar" as negociações e disse que as reuniões do primeiro dia foram "realmente difíceis".

Assessores da Alemanha, França, Reino Unido e Itália viajaram para Genebra, mas não participaram das discussões.

Zelensky afirmou nesta quarta-feira que a participação europeia nas negociações é "essencial" para alcançar acordos "viáveis", mas Moscou acredita que os europeus impossibilitam chegar ao que chama de um "acordo razoável" com a Ucrânia.

As negociações de Genebra foram precedidas por duas rodadas de conversas em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, que não produziram progressos substanciais.

O enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, disse nesta quarta-feira que o fato de o diálogo continuar já é um avanço.

"O sucesso do presidente (Donald) Trump em unir os dois lados desta guerra trouxe progresso significativo", disse no X.

A Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022. O conflito causou imensa destruição, com cidades inteiras em ruínas, dezenas de milhares de soldados e civis mortos e milhões de pessoas obrigadas a fugir de suas casas.

Horas antes da retomada do diálogo, a Rússia lançou 126 drones de ataque e um míssil balístico contra a Ucrânia, segundo a força aérea ucraniana.

As forças ucranianas recentemente fizeram seus avanços mais rápidos em dois anos e meio. Elas recapturaram 201 quilômetros quadrados na semana passada, de acordo com uma análise da AFP com base em dados do Instituto para o Estudo da Guerra.

M.Romero--PV

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