Pallade Veneta - EUA suspende Microsoft de programa de vistos, diz vice-presidente

EUA suspende Microsoft de programa de vistos, diz vice-presidente


EUA suspende Microsoft de programa de vistos, diz vice-presidente
EUA suspende Microsoft de programa de vistos, diz vice-presidente / foto: Alex WROBLEWSKI - AFP

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou, nesta quinta-feira (8), a suspensão da Microsoft de um importante programa de vistos como parte de uma ofensiva do governo do presidente Donald Trump contra fraudes migratórias.

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As principais universidades americanas, entre elas Harvard, que há anos está na mira de Trump por ser considerada progressista, também serão alvo de uma investigação por suposta fraude relacionada a vistos, acrescentou Vance.

O vice-presidente, amplamente visto como o principal favorito à indicação republicana para a eleição presidencial de 2028, foi encarregado por Trump no início deste ano de liderar uma força-tarefa de combate a fraudes.

"Nossa mensagem para a Microsoft é: vocês são uma grande empresa americana, mas precisam contratar grandes trabalhadores americanos", declarou Vance durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

O anúncio foi feito poucas horas antes de Trump entregar ao presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, a principal medalha de tecnologia dos Estados Unidos, em uma cerimônia realizada em Washington.

Vance acusou a Microsoft de abusar do programa de vistos H-1B para trabalhadores estrangeiros altamente qualificados e afirmou que a empresa "demitiu 6.000 trabalhadores americanos enquanto os substituía por 6.300 portadores de vistos H-1B".

A gigante do setor de tecnologia respondeu que a "grande maioria" de seus funcionários nos Estados Unidos é composta por cidadãos americanos.

Segundo a empresa, das cerca de 6.000 solicitações de vistos H-1B apresentadas no último ano fiscal, 80% tinham como objetivo prorrogar ou alterar o status de funcionários que já trabalhavam na Microsoft.

As demais solicitações referiam-se a pessoas que já se encontravam legalmente nos Estados Unidos e decidiram ingressar na empresa, representando apenas 1% de sua força de trabalho no país, explicou a companhia.

"Não são recém-chegados ao nosso país", afirmou a Microsoft, acrescentando que paga aos funcionários com visto H-1B os mesmos salários recebidos por outros trabalhadores que desempenham funções comparáveis.

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A.Saggese--PV